Noélia Pereira perdeu milhares de euros e critica ação dos bombeiros: “Quem manda trabalha mal! É preciso agir mais rápido”

Noélia Pereira, ex-concorrente do ‘Big Brother’, viu os terrenos do pai serem consumidos pelas chamas, na passada semana. A algarvia conta que o prejuízo pode rondar os 20 mil euros.

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“São terrenos que já eram do meu pai. Onde ele trabalhou muito. Um bocado de terra aqui, outro bocado ali. Tinham muitas árvores de sequeiro, como oliveiras, alfarrobeiras, que não precisam de tanta água ou manutenção. Existem casas e armazéns muito perto, mas felizmente o fogo não chegou até lá. E ainda há muita zona que pode vir a arder. Ardeu muita coisa. Foi uma verdadeira calamidade. Especialmente as áreas agrícolas foram muito afetadas“, conta à TV Mais.

Noélia afirma que iria ganhar dinheiro com as alfarrobeiras, por dar um fruto caro. A ex-concorrente vai pedir ajuda ao Estado.

“Daqui a uns tempos, eu iria ganhar algum bom dinheiro. Não sei ao certo o valor. Mas houve anos em que chegámos a fazer cerca de 20 mil euros com a alfarroba. Perdi tudo, muito dinheiro. Agora ainda vou ter de fazer um balanço do prejuízo e reportar ao Ministério da Agricultura para ver se tenho algum apoio. Sei que perdi, no mínimo e para já, uns três mil euros“.

Impedida de ir ao local, Noélia revela que previu o que iria acontecer devido à intensidade das chamas. “Da minha varanda conseguia ver o fogo às 2h da manhã. Por volta das 3h saí para ir para a praça e as saídas para a serra estavam todas cortadas pela GNR. Não era possível ir lá. Mas imaginei o que ia acontecer“, conta.

A ex-concorrente critica ainda a ação dos bombeiros, pela falta de rapidez nas tomadas de decisão.

“Houve bombeiros, com tudo a arder, que não puderam fazer nada porque não tinham autorização. Ao que parece, é preciso haver uma autorização de algum chefe máximo. E os tanques de água até estavam cheios“.

“Até sei o caso de um bombeiro que não esperou pela ordem e começou a apagar o fogo. Quem manda trabalha mal! Todos os anos o Algarve é muito afetado. Isto tem de mudar! É preciso agir mais rápido. As corporações não podem estar à espera de autorizações. Têm de fazer logo alguma coisa, claro, desde que não fiquem com a vida em risco.”

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