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Manuel Melo recorda passado ligado às drogas: “Eu não posso dar beneficio da dúvida nunca à minha cabeça”

Manuel Melo foi o convidado de Manuel Luís Goucha, para uma conversa intimista, no programa da tarde da TVI. O ator recordou o percurso como artista, o período em que esteve afastado da televisão, o seu passado ligado às drogas e ainda a nova oportunidade de estar na representação.

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Manuel Melo recorda o seu problema com adições e assume que teve de estar numa instituição e que quando saiu trabalhou como vendedor porta a porta de fibra ótica.

“Quando saí da instituição fui ao primeiro trabalho que eu temia de medo e que não queria por causa do ego – que era vender produtos porta à porta. Estive três meses a vender fibra ótica porta à porta e as pessoas diziam: ‘Você não fazia televisão, não era o girafa?’. ‘Era e agora vendo televisão, conhece a fibra ótica?’. Isto sim, para mim foi uma grande vitória porque consegui ser o melhor 11.º vendedor do país”, revela. 

“Depois fui para uma rádio nas Caldas da Rainha, continuei a fazer dois anos de vida nessa rádio a vender publicidade e depois na emissão a vender personagens. Depois estive a fazer rádio, tive um programa chamado ‘Cantinho da Girafa'”, conta.

O ator fala em “luta diária” e que nunca se pode acreditar que se está completamente ultrapassado. Recorda ainda que os pais e amigos o desafiam: “quando é que podes beber uma jola com a gente?”. Manuel Melo explica que “não posso, não vai haver, não! (…) eu não posso dar esse beneficio da dúvida nunca, á minha cabeça!”.

Sobre a frustração de não existir trabalho no meio, Manuel Melo afirma que lhe foi apresentado uma condição que invalidava fazer certos trabalhos.

“Foi-me apresentado uma condição psicológica que não me deixa trabalhar (…) invalida varias coisas, diz-te que não vais nunca mais pisar um palco (… ) perdes-te…esquece o teu ego, vais ter que o comer á colherada porque não vais fazer mais nada”, afirma.