Inês Herédia revolta-se com normas do Governo: “É tudo demasiado triste, injusto e insustentável”

Inês Herédia recorreu ao Instagram para se manifestar contra as novas regras de desconfinamento em Portugal, na área da Cultura, em que os eventos passam a ter o limite de ocupação de 75% da lotação.

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“Caros decisores políticos deste país, apanharam-me num dia não, por isso aqui vai. O que se está a passar relativamente à cultura neste país é absolutamente vergonhoso, repugnante e ainda por cima descarado.
De acordo com o conselho de ministros, a lei muda e passamos a poder vender espetáculos com lotação a 75%, obrigada pela caridadezinha, mas a verdade, que se esquecem de pôr nas gordas, é a seguinte: a ESMAGADORA maioria das casas deste país, não pode vender salas a 75% porque os Exmos Srs se esqueceram (ou fazem depois, porque é indiferente) de atualizar a NORMA da DGS que pressupõe uma cadeira de distanciamento. Não é preciso ser perito em matemáticas para perceber que se continuamos assim, não se avança na % de lotação em quase nenhuma sala”, escreveu.

“Os transportes públicos podem ir com lotação máxima, sem serem higienizados, sem cadeiras de intervalo, sem distinção entre pessoas em pé e pessoas sentadas; nos restaurantes, as pessoas podem jantar umas com as outras sem máscara mesmo NÃO SENDO co-habitantes; sem entradas e saídas organizadas. Porra.
Porque não podemos ir todos de mãos dadas?!??”, atira.

“Porque não nos deixam vender casas cheias, as pessoas estão de máscara caramba! Porque não pedem certificados de vacinação e/ou testes ao nosso público para que possamos encher as salas?! Porque não nos deixam vender espetáculos em que o público está de pé? Porque não nos deixam vender salas cheias se somos o único setor com entradas e saídas organizadas, por fila, ordeiramente, em espaços em que as pessoas nunca tiram as máscaras, e nem sequer estão a falar umas com as outras. Estão viradas para a frente a assistir a um espetáculo caramba. Até nos aeroportos vale tudo.
Deixem-nos por favor, fazer o nosso trabalho, ao mesmo tempo, com os mesmos direitos e com os mesmos deveres que os restantes setores. É tudo demasiado triste, injusto e insustentável.”, pode ler-se ainda.

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