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Ana Garcia Martins revela comentários de ódio: “À tua mãe morreu-lhe o filho errado…”

Ana Garcia Martins, mais conhecida como Pipoca Mais Doce, esteve esta quarta-feira à conversa com Manuel Luís Goucha, no programa da tarde da TVI.

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A conversa intimista incidiu sobre o fim do casamento, mas também sobre a experiência como comentadora nas últimas edições do Big Brother.

Ana Garcia Martins revelou ter recebido comentários de ódio das pessoas. “Quando as pessoas me deixavam algum comentário a acusar-me de alguma coisa ou a tecer algum juízo de valor, eu sentia quase como uma necessidade de explicar ‘eu não sou isto, atenção’. E aquilo era uma bola de neve e percebi, às tantas, não vale à pena, há pessoas que efetivamente nunca vão gostar de mim“.

“As pessoas escreveram coisas muito maldosas, as redes sociais são muito violentas. Estou a falar de comentários como ‘à tua mãe morreu-lhe o filho errado’ ou eu mostrar uma fotografia do meu filho e dizerem ‘tens a certeza que ele não tem trissomia 21?’. Sou incapaz de fazer isto, isto é maldade só”.

Morte do irmão quando tinha 18 anos

Ana Garcia Martins recordou ainda a morte do irmão de 22 anos, num acidente de viação. “Nós estávamos naquela altura em que finalmente estava a passar aquela parvoíce típica da adolescência e estávamos a ficar cúmplices. Começávamos a ter amigos em comum, a sair juntos, a ser mais amigos e confidentes do que ser aquela coisa parva e típica de irmãos, das disputas e das chatices e das discussões que são absolutamente normais“.

“Ele morreu precisamente na altura em que eu acho que estávamos a começar a nossa relação e a sermos verdadeiramente irmãos, a entrar na fase adulta e a reconhecermos a importância que tínhamos na vida um do outro”.

“Continua (aparecer nos sonhos). É uma coisa que me causa muita impressão, ele aparece nos meus sonhos, o sonho é sempre o mesmo, ele aparece em minha casa com os meus pais, com 22 anos, e é sempre não podemos perguntar-lhe, não podemos falar nada, porque se falarmos ele desaparece outra vez. É uma pessoa que está lá, mas com quem não podemos falar“.

“É angustiante, porque sabemos que aquela pessoa pode desaparecer outra vez. É uma pessoa que está sempre em silêncio, entra nos sonhos e nunca diz nada, nunca explica… É sempre este o sonho, há anos, anos e anos que sonho com o meu irmão e o sonho é sempre este“.

Separação de Ricardo Martins Pereira

“A separação obviamente fragiliza uma pessoa, fragiliza duas pessoas, fragiliza uma família, fragiliza outras pessoas que estão à volta, não é um processo só vivido a dois, acaba por envolver muito mais pessoas. Encarei como um falhanço enquanto projeto, porque eu casei-me a achar que era para a vida, mas também sinto que não é uma porta que está fechada, de todo“.

“O Ricardo continua a ser a pessoa mais importante da minha vida, o meu melhor amigo, a pessoa em quem mais confio, a pessoa que mais me ajudou ao longo da minha vida, sei que posso contar com ele para tudo, que lhe posso ligar a qualquer hora do dia ou da noite que ele estará sempre disponível“.

“Ele é a minha família e estamos os dois a passar por um processo que não sabemos como é que vai acabar. Eu acho que a nossa relação não terminou por falta de amor, de todo, terminou porque às vezes nos esquecemos de coisas que são importantes e que são prioritárias. E eu assumo a minha quota de culpa como relação, foi um ano muito agitado para mim, o ano passado foi o ano em que mais trabalhei, e descurei, de facto, muita coisa que não devia ter descurado e que é importante e que é o que sustenta uma relação“.

“Achámos que, naquela altura, era o que fazia mais sentido para nós, estarmos afastados e pensarmos um bocadinho a nossa vida em que sentido poderia evoluir. Mas sei que de parte a parte não deixou de haver amor e que continuamos a gostar muito um do outro“, afirma.

“É um super pai, super presente. Nós divididos as semanas mas depois, pelo meio, também fazemos coisas juntos e eu vou almoçar a casa dele e ele vai jantar à minha. Se for preciso aparece de surpresa para vir deitar os miúdos. Daí eu dizer que o futuro desta relação não é uma porta fechada de todo, está em aberto sim. E faz-nos sentido que seja assim. Pode obviamente ser um afastar definitivo, mas também pode não ser“.

“Gostava muito de voltar a ter a minha família reunida, dou importância ao conceito de família. Mesmo que a minha vida não passe por ele, dificilmente encontrei alguém que goste tanto de mim. Ele dificilmente encontrou alguém que volte a gostar tanto. Portanto, acho que há ainda muita coisa boa e muita coisa proveitosa e feliz. Vamos ver com o tempo, acho que o tempo é um grande aliado“.